quarta-feira, 16 de abril de 2008

Fashionista ensina como driblar espera pela bolsa mais luxuosa do mundo

Clientes chegam a aguardar dois anos em lista para comprar as famosas bolsas Birkin.

Acessório da grife francesa Hermès, ícone do luxo, custa de US$ 9 mil a US$ 34 mil.

Reuters

A elegantíssima bolsa Birkin, da grife Hermès, é tão procurada por mulheres em todo o mundo, que a vêem como símbolo de status, que a maison francesa tem uma lista de espera de dois anos para as interessadas em comprá-la. Ou será que tem mesmo?

O esteticista e comprador de artigos de moda Michael Tonello afirma que criou um sistema para driblar a tão falada lista e passou cinco anos percorrendo lojas da Hermès em todo o mundo para comprar bolsas Birkin e lucrar com a demanda reprimida.

Num primeiro momento ele as vendeu online, mas depois passou a vendê-las diretamente a clientes particulares que não queriam esperar, embora as pessoas saibam que as bolsas Hermès estão entre as poucas marcas cujo valor se conserva ou aumenta com o passar do tempo.

Tonello garante que, tendo driblado o "código secreto" da marca, pôde comprar centenas de bolsas Birkin e que a chamada lista de espera não passa de estratégia de marketing. Então qual foi seu truque?

"Eu entrava numa loja com uma lista de compras anotada em meu notebook Hermès Ulysses e empilhava echarpes e braceletes valendo cerca de US$ 2 mil. Com isso, parecia que eu era cliente regular da Hermès", explica Tonello.

"No último minuto, quando estava com tudo pronto para comprar, eu pedia uma Birkin, e a loja geralmente buscava uma de alguma sala dos fundos. Em 2005 eu comprei 130 Birkins em três meses. E você vem me dizer que há uma lista de espera?"

Tonello escreveu o livro "Bringing home the Birkin" (levando a Birkin para casa), lançado este mês, em que narra suas aventuras com a bolsa, e diz que tem recibos que comprovam sua história.

Uma representante da Hermès na Austrália afirma que a empresa não dará declarações oficiais sobre o livro de Tonello. O representante explicou que a administração dos pedidos da bolsa, que é feita à mão em Paris, faz parte do serviço de atendimento aos clientes da Hermès.

Tráfico de bolsasDe acordo com Tonello, não existe outra bolsa que exerça a mesma sedução que a Birkin, então faz sentido que a Hermès queira conservar o mistério em torno de sua lista e da disponibilidade da bolsa.

"Mas eu viajava a diferentes países, entrava nas lojas, usava minha fórmula de sempre, comprava uma bolsa e voltava para casa com seis ou sete Birkins, várias vezes por mês. É estranho dizer que há uma lista, quando em nove em cada dez lojas eu conseguia sair com uma Birkin", conta Tonello, que vive em Barcelona.

A pouca disponibilidade de obter a bolsa garante sua posição de uma das mais cobiçadas do mundo desde que a Hermès a batizou em homenagem à atriz britânica Jane Birkin, em 1984. Os preços variam entre cerca de US$ 9 mil e US$ 34 mil - preço por uma Birkin de couro de crocodilo.

Tonello explica que depois de algum tempo, começou a se sentir como se fosse traficante de drogas. "Fui à Hermès parisiense demais, talvez, e os funcionários olharam no computador e descobriram quantas bolsas eu já tinha comprado. Me mandaram um fax dizendo, basicamente, que não vão mais vender bolsas para mim."

Mas ele diz que não sentirá falta de comprar e vender Birkins. "Não gosto da bolsa. Francamente, não a acho muito prática, e ela é um pouco pesada, mesmo quando vazia", desdenha.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Meiões viram moda nas academias do Rio


Visual é inspirado nas polainas, que fizeram sucesso na década de 80.
Consultora afirma que eles também podem ser usados nas ruas.

Agência Globo

Uma febre de meias até os joelhos vem tomando conta das badaladas academias do Rio. Coloridas, listradas ou frisadas, vale tudo para compor o visual. A moda que está uniformizando as "marombeiras" de plantão vem estampando também as vitrines das lojas esportivas.

Para entender essa nova tendência, no entanto, é preciso voltar no tempo. Nos início dos anos 80, foram as polainas da atriz Jennifer Beals que fizeram sucesso no filme "Flashdance". O acessório, que virou sensação na época, servia para aquecer as canelas das mulheres devido ao rigoroso inverno dos Estados Unidos.

Na Argentina, as meninas costumavam combinar meias até a canela, semelhantes a dos jogadores de futebol, com mini-saias, virando motivo de gozação quando passavam as férias por terras brasileiras. No Brasil, as polainas também fizeram sucesso nessa mesma época, mas agora elas aparecem adaptadas ao formato de meiões e são usadas em qualquer estação do ano.

A estudante Charlotte Bucher, de 16 anos, diz que acha os meiões super estilosos. “Eles são úteis para malhar, não machucam e nem agarram na perna quando eu uso caneleiras. Além de serem lindos”, ri.

Inspiração no futebol
Já a promoter de eventos Carol Sampaio, de 26 anos, que além de freqüentar a academia também joga futebol, afirma que os meiões devem ser uma tendência.

“Como eu jogo futebol, já me acostumei com essas meias grandes. Mas acho que elas estão na moda agora, pode ser que seja coisa passageira”, afirma ela, entre uma série e outra de agachamento.
Vale usar até fora das academiasA consultora de moda do Ego Helen Pomposelli confirma que o meião é uma herança “flashback” da moda dos anos 80 e afirma que eles também podem ser usados fora das academias.

“Além do tênis, pode-se usar os meiões com botas curtas ou com scarpin, afofados na região da canela. Para usar, é só saber compor. Dá para jogar até duas meias no mesmo look, uma mais curta e outra maior. Elas também podem ser coloridas ou tom sobre tom, só não vale abusar e virar um ponto luminoso”, diz.

Ela também acha válido ter várias meias. “Se a pessoa gosta de usar os meiões, deve ter um para academia e outros para sair. As meias da academia acabam ficando gastas e desfiam com os exercícios, assim fica feio para fazer uma composição legal”, sugere.